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Pele do pênis ressecada: o que pode ser?

Sempre que há alguma alteração em nosso corpo, ligamos o sinal de alerta e começamos a nos preocupar e pensar o que aquilo pode ser. Quando essa mudança acontece em regiões sensíveis, como as partes genitais, a preocupação se torna ainda maior. Uma muito comum para os homens é a pele do pênis ressecada.

O que normalmente é um problema pequeno e simples de resolver, indicando que há algum tipo de doença ou infecção leve, acaba se tornando bem mais grave por conta da falta ou do tratamento tardio. Isso porque muitos homens têm vergonha de buscar um urologista quando apresentam alguma alteração na região genital.

Algo que você deve ter em mente é que dificilmente estes primeiros sinais, como a pele do pênis ressecada, significam algo muito sério. Por isso, não tenha medo de consultar um especialista. A seguir, confira as causas mais corriqueiras que resultam nesta condição e como, geralmente, é o tratamento. Confira!

Dermatite

A dermatite nada mais é do que uma inflamação na pele que pode acontecer em qualquer parte do corpo humano. O problema é que quando o pênis é atingido essa inflamação incomoda um pouco mais do que o normal por afetar uma região sensível.

A inflamação é causada por algum agente que irritou a pele e além de deixa-la ressecada, também faz com que se descame um pouco. Os principais fatores que geram a dermatite são:

  • Produtos usados para higienizar as roupas íntimas;
  • Sabonetes;
  • Lubrificantes;
  • Espermicidas;
  • Alergia ao látex ou a alguma fragrância do preservativo.

O tratamento para inflamação deste tipo é simples e consiste em evitar que o pênis volte a entrar em contato com o agente causador da dermatite e utilizar um hidratante para aliviar os sintomas decorrentes do ressecamento.

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DST

Existem algumas doenças sexualmente transmissíveis que podem ter como consequência a pele do pênis ressecada, como é o caso da gonorreia, clamídia e candidíase (falaremos mais dela, especialmente, mais tarde). Mais do que somente ressecar a glande, elas também podem resultar em descamação e rachadura.

Só existem duas maneiras de se prevenir: abstinência sexual ou uso de preservativos, principalmente quando você se relaciona com pessoas diferentes. Como ficar sem sexo não é uma condição nada positiva, é melhor se proteger usando camisinha. Além disso, é sempre bom realizar consultas e exames regulares para saber se não há o contágio por algumas dessas doenças que ainda não se manifestaram.

O tratamento varia um pouco de acordo com a DST que foi contraída, mas, geralmente, consiste na aplicação de algumas pomadas no local. Em alguns casos mais graves, pode ser necessário tomar algum tipo de remédio via oral.

Infecção por fungo

A infecção por fungos, a mais famosa dela sendo a candidíase, está mais propensa a se manifestar em mulheres do que em homens. Mesmo assim, um rapaz que se relacionou com uma moça que estava contaminada pode acabar se contagiando. A má higienização do pênis também pode acarretar no desenvolvimento de fungos.

Se você está com a pele do pênis ressecada, o primeiro passo é identificar o que te causou esse problema. Porém, alguns outros sinais podem indicar que a infecção por fungos é a responsável pelo o que está acontecendo. São eles:

  • Descamação;
  • Coceira;
  • Ardência ao urinar;
  • Feridas;
  • Secreção branca;
  • Vermelhidão.

Em quase todos os casos, o tratamento contra esses tipos de fungos acontece por meio de cremes e pomadas fungicidas que são aplicadas no pênis. No entanto, existem alguns outros tipos de fungos que podem exigir um tratamento mais complexo.

Fimose

A fimose é um transtorno muito comum a boa parcela dos homens. Acontece quando a pele que cobre o pênis, conhecida como prepúcio, também cobre completamente a glande, impedindo que ela nunca fique totalmente descoberta. Esta cobertura pode acontecer tanto em estado de flacidez quanto durante uma ereção, o que torna o problema ainda maior, principalmente durante as relações sexuais – mas também impede que a higienização seja feita corretamente e complica o ato de urinar.

A fimose costuma se manifestar ainda quando criança e, por isso, muitos homens atingem a fase adulta sem o risco de desenvolvimento deste problema. Quando esse não é o caso, o transtorno pode resultar em sintomas diferentes, entre eles a pele do pênis ressecada.

Como a glande está sempre coberta ela se torna um ambiente favorável ao desenvolvimento de fungos e bactérias, ainda mais com a higienização deficiente do pênis. A boa notícia é de que o tratamento é tranquilo e semelhante ao usado para infecções por fungos.

A diferença é que a fimose precisa acabar para não voltar a apresentar problemas. Existem alguns hidratantes que aos poucos conseguem retrair a pele do pênis. Quando isto não é efetivo, a alternativa é circundar o prepúcio.

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Fricção

A pele do pênis ressecada por fricção é um problema muito comum para os homens que fazem sexo sem lubrificação ou que realizam relações sexuais por tempo demais e quando se masturba a seco. Essa fricção pode irritar a pele e acabar ressecando a glande.

Para prevenir que isso ocorra nunca se esqueça de garantir uma boa lubrificação nos cenários que listamos acima e evite masturbação e relação sexual enquanto o pênis estiver com a pele ressecada.

Balanite

A balanite não um sintoma de uma doença ou de alguma condição. Ela nada mais é do que a inflamação da glande, que pode ser causado por muitos motivos, inclusive os que citamos acima (fungos, fricção, dermatite ou higienização precária).

Além da pele do pênis ressecada, a balanite se manifesta com coceira, dor, mudança na coloração e descamação. É necessário entender os motivos que levaram a esta condição, mas, na grande parte dos casos, o tratamento se dá através do uso de cremes que aliviam os sintomas apresentados.

Visitar o médico é tudo!

Neste post, mostramos os principais motivos que causam a pele do pênis ressecada e como costumam ser os tratamentos. Mesmo assim, somente um urologista é capaz de realizar o diagnóstico certo e indicar o tratamento mais eficaz para o seu problema.

Então, sempre que algum dos sintomas aparecerem entre em alerta. Se eles permanecerem por mais de três dias, é hora de perder a vergonha e procurar um médico. Em hipótese alguma faça automedicação, pois isso pode, inclusive, agravar o problema.

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