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Aprenda como combater a homofobia com essas 5 atitudes

Como combater a homofobia

17 de maio é uma data importante para a comunidade LGBTQIA+. Anualmente, esse é o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, mas somente quem é LGBTQIA+ sabe que a luta é diária. Como combater a homofobia em um país assustadoramente cruel que faz cerca de 5 mil vítimas de atos homofóbicos todos os anos?

As estatísticas não são nem um pouco animadoras, mas felizmente algumas atitudes simples podem ser tomadas a fim de evitar que o ódio contra a comunidade continue se espalhando, mesmo que de forma velada.

Hoje, eu quero alertar você para algo que talvez você não tenha notado. Muitas posturas que já estão no piloto automático acabam contribuindo para o crescimento da homofobia e isso é muito, muito ruim, pois indiretamente você acaba influenciando as pessoas que estão ao seu redor. Isso quer dizer, em outras palavras, que talvez você seja homofóbico “sem perceber”.

Homofobia não é só agressão física, mas verbal e emocional. Homofobia também é segregação, ridicularização, desrespeito, falta de empatia, falta de cuidado e até falta de orientação.

Quer aprender como combater a homofobia? Garanto que você vai se tornar um ser humano muito melhor depois dessa leitura.

Veja como combater a homofobia com 5 atitudes que você pode tomar agora!

1. Como combater a homofobia parando com as piadinhas sem graça

Se você digitar “piadas homofóbicas” no Google, vai encontrar muito mais resultados com listas intermináveis de piadas do que pessoas repreendendo a atitude. Isso prova que, infelizmente, o Brasil é homofóbico em sua maioria.

A partir do momento que você ridiculariza algo, você está agindo com falta de respeito e o desrespeito é uma atitude homofóbica. Não é engraçado chamar alguém de “boiola” ou “sapatão” quando a intenção é ofender e ridicularizar.

O cuidado deve ser redobrado em ambientes como escolas, faculdades e até dentro de casa quando se tem filhos ou netos pequenos. Há um número muito grande de “educadores” que adoram fazer piadinhas homofóbicas com seus alunos. A atitude é simplesmente desprezível.

Em casa, muito pais também adoram “zoar as bichinhas e as sapas” na frente dos filhos. Vocês, queridos, são homofóbicos e estão criando filhos que, dentro de algum tempo, podem sair por aí agredindo e esfaqueando homossexuais simplesmente porque sentiram vontade.

2. Como combater a homofobia cortando do seu vocabulário os termos pejorativos

A menos que você tenha permissão para chamar alguém de “traveco”, “bichona” ou “gilete”, NÃO chame. Veja como é simples: NÃO chame. Termos pejorativos carregam um peso muito grande e só quem sente o preconceito na pele sabe como é difícil e doloroso ouvir essas coisas.

Vale uma definição mais completa para te ajudar:

“Pejorativo é um adjetivo que descreve uma palavra ou ideia com um significado desagradável, depreciativo e insultuoso. O próprio verbo pejorar, em português, significa depreciar ou rebaixar.”

Entendeu? N-Ã-O C-H-A-M-E.

3. Como combater a homofobia entendendo que bicha e sapa não são ofensas

Brigou com alguém no trânsito ou na fila do supermercado? Trate de tirar da sua lista de xingamentos qualquer palavra que faça referência a uma orientação sexual porque isso não é uma ofensa. Aliás, as bichas e as sapas vão muito bem, obrigada!

Como combater a homofobia

4. Como combater a homofobia não interferindo no livre-arbítrio de um homossexual

Já cansei de ouvir gente dizendo “pode até ser lésbica, não me importo, mas precisa se vestir assim?” ou “olha, não tenho preconceito, até tenho alguns amigos gays, mas não precisa dar pinta desse jeito”.

E se eu dissesse “nossa, pode até ser hetero, não tem problema, mas usar sapatênis com bermuda e camisa social na balada sertaneja é demais”? Não pode, né?

Pare de julgar os outros pelas suas preferências e atitudes. Ninguém chega em uma mulher heterossexual e diz que ela precisa “ser menos heterossexual”, então ninguém tem o direito de chegar em uma mulher homossexual e dizer que ela precisa “ser menos homossexual”. É uma condição natural e deve ser respeitada.

Tem uma coisinha muito bonita chamada livre-arbítrio, aquele direito que todo indivíduo tem de ser e fazer o que quiser sem prejudicar o outro. Se as preferências ou atitudes de um LGBTQIA+ estão te incomodando, você está invadindo o espaço dele. É feio, bem feio.

5. Como combater a homofobia parando de pensar que estamos sempre dando em cima de você

Certa vez, soube de uma história de uma amiga homossexual que reencontrou na internet uma pessoa querida da infância com a qual ela tinha estudado no ensino fundamental. Essa pessoa simplesmente “fugiu” dessa amiga, pensando que ela estava flertando, quando na verdade só estava dizendo “olá, que legal reencontrar você, como vai sua vida?”

Eu tenho uma teoria. Todo homofóbico que pensa que um homossexual está dando em cima dele e resolve se afastar ao invés de simplesmente dizer “não curto” está mal resolvido sobre sua orientação sexual.

Veja que analogia simples: se eu não tenho medo de ser mordida por um cachorro, posso agradar todos os cãezinhos que encontrar na rua; logo, se eu não tenho medo de me apaixonar por alguém do mesmo sexo, posso manter essa pessoa perto de mim.

“Fugir” de um homossexual por pensar que ele está te querendo é uma atitude homofóbica.

Homossexualidade não faz mal, mas preconceito faz

Nós nascemos sabendo amar e aprendemos a odiar conforme nos tornamos adultos. Somos capazes de amar qualquer pessoa.

Uma mulher homossexual é capaz de amar um homem por sua condição humana, mas não sentirá atração física por ele. Assim, o que define um homossexual é o desejo que ele sente por pessoas do mesmo sexo.

O que eu quero te dizer é que homossexualidade não faz mal a ninguém, não dói. Se um LGBTQIA+ sente atração seja lá por quem ele quiser, isso não muda absolutamente NADA na sua vida. Em outras palavras, você não tem nada a ver com isso.

O seu preconceito faz mal e dói. O seu julgamento faz mal e dói. O seu desrespeito faz mal e dói. A sua ridicularização faz mal e dói. E, sim, tudo isso interfere na vida de um LGBTQIA+.

Quando pedimos para que você deixe de ser homofóbico, estamos pedindo para que seja apenas humano. Não é sobre sentir atração sexual por uma pessoa do mesmo sexo, ou seja, não é sobre se tornar homossexual também, mas sim sobre amar um homossexual por sua condição humana.

Esperamos que essas dicas ajudem você a ter mais formas de como combater a homofobia no dia a dia. Respeitar o próximo não dói. Que tal tentar?

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